quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Repescagem para a Libertadores.


A Copa Libertadores da América é, sem dúvida, o principal torneio do continente. É o único campeonato da América do Sul que carimba o passaporte para o Mundial Interclubes. No Brasil, as três possibilidades de classificação são por meio do G4 no fim do Campeonato Brasileiro, o título da Copa do Brasil, ou a coquista da Copa Sul-Americana. Mas por que esta terceira, muitas vezes, é vista apenas como uma espécia de repescagem para a competição mais importante da América?


Criada em 2002, com o intuito de dar continuação à extinta Copa Conmebol, a Sul-Americana não era vista com sua devida importância pelos clubes grandes do Brasil nas primeiras edições, e a classificação para tal se dava a partir do Ranking de Clubes da Conmebol até 2004. Após este ano, o acesso ao torneio dependia unica e exclusivamente do desempenho esportivo de cada clube no campeonato nacional. Ao final do Brasileirão, os clubes que terminam a temporada entre a 5ª e a 12ª posição se classificam para competição, que atualmente classifica o time campeão para a Libertadores do ano seguinte. E é aí que está a questão. Por que disputar um campeonato com o objetivo de apenas se classificar para outra competição? Muitas vezes, quando uma equipe conquista a Copa do Brasil, escolhe se vai lutar pelo título Brasileiro, ou pelo título internacional. O que não deveria existir no planejamento de um clube grande. Clube grande tem que jogar para ganhar tudo!
O único clube brasileiro que sagrou-se campeão foi o Internacional de Porto Alegre, em 2008. Fluminense e Goiás "bateram na trave" em 2009 e 2010 respectivamente. Vale ressaltar que ganhar esta competição, acima de uma classificação para outro torneio, traz prestígio e visibilidade internacional, a possibilidade de disputar a Recopa do ano seguinte contra o campeão da Copa Satander Libertadores, uma boa gratificação financeira e em determinados casos, a paz com uma torcida que pode estar carente de títulos de expressão. Estamos uma fase importante no torneio, o chamado confronto caseiro, para de fato iniciar a competição internacional. Vamos torcer para que os clubes brasileiros deem o devido valor a esta competição.

2 comentários:

  1. De fato, todo clube de futebol que se preze e se digne honrar seu torcedor (seu maior patrimônio), deveria encarar TODAS as competições, primeiramente como uma oportunidade de acumular títulos. Isto consequentemente traria paz para com sua torcida, além de proporcionar uma situação que todo torcedor gosta... tirar um sarro com os rivais. Prestígio e compensação financeira são consequências muito bem vindas. É como nos meus tempos de garoto... só jogo para ganhar... futebol, bola de gude, ping-pong, purrinha, cuspe a distância...
    Nota: O Botafogo ganhou uma Conmebol, 3 x 1 nos penaltys em cima do Peñarol.

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  2. O problema é que a Copa Sul-americana é vista como um "prêmio de consolação". O verdadeiro objetivo dos grandes clubes é a libertadores; quando você não consegue alcança-la, você simplesmente fica com a sul-americana, um prêmio secundário que não era visado. É claro que em honra aos torcedores e a camisa vestida, os jogadores deveriam entrar nessa copa com muito mais garra, afinal é mais um título, um título internacional. Talvez o novo modelo de classificação para a sul-americana dê uma melhorada no entusiasmo dos times para disputar a copa, já que até um time rebaixado, ou que esteja subindo da 2° divisão pode se classificar; mas isso pode diminuir mais ainda o nível da sul-americana e, consequentemente, mais ainda a sua importância.

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