terça-feira, 27 de novembro de 2012

Copa para quem?

A Copa do Mundo de 2014 se aproxima e com ela uma série de fatos repletos de contraposições. A reforma dos estádios escolhidos para os jogos será benéfica. Para um melhor espetáculo foi necessário esta medida. Isso tudo, para quem? O mascote, até bem interessante como um animal que "representa" uma bola, recebe o nome de Fuleco. Fule o que? Com diversos argumentos, a CBF tenta justificar os seus atos e decisões a fim de amenizar as críticas internas. Principalmente depois que a imprensa internacional passou a estampar em seus veículos que tudo está se encaixando aos padrões FIFA... Calma aí,  padrões de quem?


É, a Federação Internacional de Futebol é quem dá as ordens. Basta publicar uma nota alegando insatisfação com o andamento de obras e planejamentos que o comitê brasileiro corre para ajustar. É errado? Não! Muito pelo contrário. Para sediar a competição é preciso se ajustar aos modelos, não tem jeito. Entretanto, para abrir mão de toda uma história, e suas tradições é preciso muito cuidado. É possível adaptar-se aos padrões sem perder a cultura local, mas parece que não querem. Afinal, o evento é para quem?! Para os estrangeiros, talvez. Para gerar renda para os cofres nacionais, pode ser. Que apareça aqui o gremista que ficou feliz com a notícia veiculada recentemente. Onde está? Não está, não existe! A mando da polícia, seu estádio não terá mais o famoso espaço para a avalanche tricolor, está proibido. E não, segurança não é o motivo que ocasionou tal decisão. A tragédia acontece independente disso. Foi assim em São Januário nos anos 2000. E lá a "avalanche" estava longe de ser planejada, como é no Olímpico. Então parem de, tentar, enganar o povo com justificativas que não valem por 100% de uma ação. O padrão europeu, ou seja lá de onde vem este modelo, não é o brasileiro e ponto. Isso muitas vezes, comprovadamente, faz os admiradores de futebol do mundo inteiro afirmarem que o campeonato deste país é um dos melhores e mais disputados. A torcida, uma das mais apaixonadas do mundo. O povo está sendo interpretado por alguém que, na verdade, não conhece o conhece. Ou pelo menos não quer ouvi-lo.  Não são bonecos que olham e aplaudem. São vidas que, quase, vivem em torno de seus clubes. Vai passar. Porém, como fica toda a particularidade e cultura do esporte no cenário nacional? Copa para quem? Definitivamente, para o torcedor brasileiro, não é!


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Um comentário:

  1. É o poder do capitalismo. Infelizmente não se tem armas para lutar contra isto. O dinheiro é importante? Sim, mas não mais importante que o amor ao esporte. O espírito amadorista já não se vê nem mais nos esportes amadores. Assim como na política, por mais que uma pessoa ou um grupo delas queiram TENTAR mudar alguma coisa para o bem do povo, eles serão sucumbidos pelo poder da máquina (vide narrativa do Cap. Nascimento no final do filme "Tropa de Elite 2"). Mas vamos lá... tudo bem que os estádios sejam remodelados trazendo conforto e segurança para o torcedor. Pergunto: Os valores dos ingressos serão reduzidos de modo que TODO brasileiro possa se divertir e torcer pelo seu clube de coração, ou simplesmente assistir um espetáculo esportivo? Lógico que não. É o poder selvagem do capitalismo. Ninguém coloca dinheiro em alguma coisa, sem ter interesse no retorno. Podem me cobrar. Já a partir da Copa das Confederações. Assim que ela acabar, estaremos em pleno andamento do campeonato nacional, e aí.... se já é difícil o acesso, ficará pior.

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