quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sem desculpas


Após o empate sem gols na primeira partida do confronto válido pelas quartas de final da Libertadores, entre Fluminense e Olímpia, ficou a impressão de que o time paraguaio é "retranqueiro". Para desmistificar  essa imagem, surgem os números do time paraguaio na competição.

É inquestionável, lógico, claro e cristalino que o Olímpia veio ao Rio de Janeiro com a proposta de defender-se, a fim de conquistar um empate ou, quem sabe, uma vitória magra. Entrou em campo com este pensamento e, dentro das quatro linhas, cumpriu as orientações com louvor. O Fluminense por sua vez, só atacou. Aliás, tinha algo a mais a fazer? 90 minutos inteiros para procurar um gol. Não achou. Mérito do time paraguaio ou incompetência do tricolor carioca? Sinceramente, mediante a superioridade notória do clube das Laranjeiras, mais parece uma falha do Flu. Na saída do gramado as declarações tricolores foram praticamente as mesmas. Críticas escancaradas sobre a postura do adversário. Mas criticaram por que?! Uma coisa é não gostar de uma proposta totalmente defensiva, outra bem diferente é justificar um resultado pelo fato do adversário ter optado por se defender. Não venceu por que não fez gol. Simples. Mesmo com a dificuldade, teve oportunidades claras de modificar o placar e não aproveitou. Um time como o Olímpia, que tem o segundo melhor ataque de uma Copa Libertadores, está longe de ser retranqueiro. Pode ter sido neste jogo, mas não pode ser caracterizado como tal. O Fluminense precisa ser maior que isso, não tem que dar desculpas. Agora é lá. Assim como na batalha dos "300",  precisa furar o bloqueio para lutar pelo título.

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