quarta-feira, 16 de outubro de 2013

De Roupa Nova para a Dona


O Maraca não é dela, mas bem que poderia ser. A maior Dona do Estádio Mário Filho, viu seus jogadores honrarem a Roupa Nova.

O Flamengo visava uma vitória sobre o Bahia para renovar também as esperanças e sonhos neste Brasileirão. 

Risco de rebaixamento, possibilidade de G4, tudo isso em pauta. Não para a Dona, que só queria uma resposta positiva dentro de campo.

O elenco Rubro-Negro, por sua vez, respondeu.

A Nação não manda no Flamengo, mas ele deve muito à ela. (leia-se: muito mesmo)

Em uma relação de amor e ódio, uma música antiga, cantada com atitudes, ao invés de vozes.

Abrir o placar, afirmou para a Dona desses traiçoeiros sonhos, sempre verdadeiros, que dá para acreditar.

E das arquibancadas, os cânticos poderiam ser traduzidos em: "Não há pedra em teu caminho, Não há ondas no teu mar, Não há vento ou tempestade, Que te impeçam de voar"

O time ouviu, mas sofreu.

Veio o empate e, com ele, uma bipolaridade comum proveniente das arquibancadas marcou presença.

Ofensas e gritos de "burro", para quem o torcedor acabara de jurar amor. 

Mas é ela, a Dona, que Entre a cobra e o passarinho, Entre a pomba e o gavião, ou seu ódio ou seu carinho, os carrega pela mão.

Mas na Gávea, é assim. 

Alegria, ódio, raça, amor e paixão.

Para o Flamengo, de roupa nova, a torcida é a moça da cantiga, a mulher da criação, umas vezes amiga, outras, perdição. O poder que os levanta mas a força que os faz cair.

Entretanto, Nação, qual de nós ainda não sabe, que isso tudo te faz:

Dona, Dona...


Um comentário:

  1. Grande filho, muito bom!!!
    Grande crônica... e bem ao estilo "Nelson Rodrigues"!!!
    Mas principalmente, pela postura imparcial de um futuro repórter e cronista esportivo.
    bjs
    Seu pai.

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